A “importância” como um aliado do “hábito”

A “importância” como um aliado do “hábito”

"Início de um novo dia com Deus"A eficácia da disciplina espiritual é estabelecida pelo hábito. A prática das disciplinas espirituais são eficientes quando se tornam hábitos. Ao dar início ao devocional pela manhã, com o firme propósito de adorar a Deus, é muito possível que o cristão não sinta nada. Mesmo no segundo dia pode ser que ainda não sinta a presença Divina. Mas não desista! Não está sendo em vão!

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Absolutos do Natal

Isaías  9:6
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será:Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;

O Natal traz, neste texto, a verdade de que o filho nasceu a alguns, que foi dado a alguns. A consequência eterna ao pecador é exposta de modo muito víva e clara por Spurgeon. O terror fica evidente ao ouvinte/leitor. Não há meias palavras nem imaginação humana: nítido e bíblico. No ultimo ponto do sermão “Uma pergunta de Natal”  afirma:

“Desejarão morrer, porém, permanecerão na morte eterna: morrendo cada hora, sem receber jamais a tão ansiada bênção da morte.”(C.H. Spurgeon- sermão 291- http://www.projetospurgeon.com.br/2012/11/uma-pergunta-de-natal-sermao-inedito-de-c-h-spurgeon/)

Não pude deixar de refletir nisso.
Ao pecador sem Cristo, àquele a quem o “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” não causa qualquer interesse, há uma expectativa terrível. A morte já é um assunto desagradável. A sensação da morte percebida em um velório é tanto inevitável quanto indesejável .
Imaginando que a agonia da morte é algo ruim pelo qual mortais deverão passar, o pecador sem Deus prefere desprezar a Cristo a deixar seus pecados prazerosos. Em vão imaginam que ao passar as portas espinhosas da morte tudo termina. A triste realidade é que a agonia dos epinhos experimentadas na entrada é multiplicada infinitamente. Experimentarão continuamente a agonia do morrer e se desvanecerá a ilusão de que a morte fosse o fim. A realidade de uma eternidade absolutamente sem Deus, em permanente sofrimento, será o resultado de desprezar a importância dAquele menino que nos nasceu, dAquele filho que se nos deu, o Natal anunciado por Isaías.
Ao pecador convertido, àquele a  quem o “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” é causa de extrema alegria e amor; há uma expectativa bendita. O caráter desagradável da morte não é mudado para desejável. Não é em vão que o cristão esteja ansioso pelo arrebatamento dos salvos (igreja). Mas aquele caráter da morte é radicalmente atenuado, diminuído. O cristão pode ser, neste aspecto, comparado à criança com um ferimento. O pai ou a mãe tem que passar o algodão com um antiséptico. É preciso passar, por indesejável que seja. Assim também, o cristão não quer passar pela morte. Porém, uma vez passado, removidas as impurezadas da natureza pecaminosa, jamais se lembrará daqueles ferimentos nem se verá qualquer cicatiz além daquelas feitas nAquele que, sendo o filho dado, deu-se aos cravos entregando-se por todos a quem Ele foi dado. Esta será a entrada a uma alegria que, antes que se possa pedir mais, se multiplica de modo dinâmico e diverso, inundando de prazer a alma eternamente.
Posso, com jubilosa convicção, dizer: Aleluia! Glória a Deus nas alturas! Um menino nos nasceu, um filho se nos deu!

Antes da eternidade, o tempo

     Você já percebeu como, às vezes, o tempo parece voar? Embora em algumas situações desagradáveis tenhamos a sensação de que o tempo parou, não há nada mais certo do que a passagem do tempo. Uma das verdades mais notáveis para mim é o fato de que todos somos seres destinados à eternidade, porém ainda limitados pelo tempo. Considerando a importância do tempo podemos dizer que a qualidade de vida está diretamente ligada à forma como usamos nosso tempo. Continuar lendo “Antes da eternidade, o tempo”

Inversão

    Não é possível considerar como normal alguém ter desejo pelo sofrimento. Por outro lado, é plenamente aceitável e natural que desejemos evitar ou nos livrar de qualquer sofrimento que ameace ou afete qualquer área de nossa vida.

   Entretanto, jamais será normal ou natural, nesta vida, a idéia de que o sofrimento possa ser plenamente anulado. Quando um problema ou sofrimento se vai ou é diminuído, geramos ou obtemos outro. A dinâmica do sofrimento é cruelmente rápida. Um sofrimento sempre traz, quer pelas nossas reações quer pela ação e/ou reação de outros, vários outros sofrimentos ao mesmo tempo. Continuar lendo “Inversão”

Somos seres eternos

Somos seres eternos. A morte física não é, necessariamente um problema. Antes, é a porta de entrada no estado eterno ao qual estamos destinados.

          A morte física é o irreversível passo que trará sobre nós a consequência eterna da decisão que fizemos amando ao pecado e vivendo nele ou da percepção da graça perdoadora de Deus para nossa salvação.

          A pior dificuldade em que uma pessoa pode se deixar entrar é não crer que seus pecados têm consequências eternas por serem ofensas a um Deus eterno. Embora esta, como escrevi, seja a pior dificuldade que existe, ela só se tornará insolúvel se a pessoa vier a perceber isto apenas depois da morte, quando seu estado eterno se tornar irreversível e a justiça de Deus agir implacavelmente. (João 3:19; Romanos 6:23)

          Reconhecer a bondade de Deus não é buscar alcançar favores físicos, emocionais, psicológicos, materiais. Mais que os pedidos mesquinhos, é reconhecer a vileza dos próprios pecados  e a insondável riqueza da graça dEle ao enviar o seu próprio Filho para pagar efetivamente pelos pecados de todos quantos, arrependidos, pedirem perdão e  crerem neste sacrifício como uma declaração de perdão eterno. (João 1:12,13; 3:16-19,36)